terça-feira, 13 de setembro de 2016

THE BEATLES: ONDE VOCÊ ESTAVA? CAROLINE MARSH, AMERICANA, DESISTIU DA FACULDADE DE DIREITO DEPOIS QUE CONHECEU OS BEATLES, E EMPREGOU-SE NA GRAVADORA MERCURY RECORDS

Texto de autoria de Alceu Natali, baseado em depoimento de Caroline à revista Rolling Stone. Direito autoral protegido pela Lei 9610/98. LEIA O TEXTO AO SOM DA MÚSICA DO VÍDEO POSTADO NO FIM. Sem ela, a vida seria um erro (Friedrich Nietzsche)


Dia 4 de Fevereiro de 1964, acabo de ver um rosto, nome de uma música dos Beatles, I’VE JUST SEEN A FACE. Era um sábado de manhã. Eu ia ficar na casa de uma amiga e cheguei cedo demais. O rádio atualizava detalhes sobre a chegada dos Beatles a todo instante. Pensei comigo: Nossa, acho que vou até o aeroporto para vê-los. Cheguei ao aeroporto, dei uma olhada na multidão e disse: Ah não, tem gente demais aqui, não aguento isso. Peguei um táxi e disse: Leve-me para a cidade. O motorista me perguntou: Você foi ver os Beatles? E respondi: Tem gente demais lá. O motorista retrucou: Olhe à sua volta. Os Beatles estão bem perto de você.’ E lá estavam eles, em quatro limusines grandes e pretas, uma para cada Beatle. Ao parar num semáforo, o motorista disse: Vou segui-los a partir da última limusine e você me diz ao lado de qual você quer que eu pare. Eu vi uma com o George Harrison e pedi: Pare aqui! Minha conversa com George foi publicada no jornal Herald Tribune de Nova Iorque porque Tom Wolf, o repórter daquele jornal, estava com George na limusine.
CAROLINE: Como a gente faz para conhecer um Beatle?
GEORGE: A gente diz ’Oi’.
Os Beatles foram muito importantes para mim. Eu era uma garota comum, mas legal. Os Beatles mudaram minha vida. Eu tinha planejado fazer faculdade de Direito, mas isso me pareceu horrível e desinteressante comparado ao Rock & Roll. Os Beatles me fizeram perceber que tudo é possível na vida. Eles estavam muito distantes do domínio de minhas experiências. Era como se eles fossem de outro planeta. Como se houvesse vida em outras regiões do universo.




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