segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

FORA DE ALCANCE

Texto de autoria de Alceu Natali com direito autoral protegido pela Lei 9610/98. LEIA O TEXTO AO SOM DA MÚSICA DO VÍDEO POSTADO NO FIM. Sem ela, a vida seria um erro (Friedrich Nietzsche)

Gostaria de ter enviar mais poemas de amor, Minhas palavras vadeiam os céus, Atravessam as estrelas, Mas não te encontram, Alcançam os confins do universo, E se extraviam, Pouco teremos visto, Do mundo de emoções em que estivemos, Já que faz tempo que não nos vemos, Faz tempo que nos perdemos, Ainda te imagino bela pranteando sobre uma alma que pranteia, Suas lágrimas vadeiam os rios, Atravessam os mares, Mas não me encontram, Alcançam o deserto, E secam, Muito teremos chorado, Dos momentos vividos em nossas melhores lembranças, Porquanto faz tempo que não nos importamos, Faz tempo que nos separamos, Continuamos a vibrar pela nossa felicidade, Nossas preces vadeiam no silêncio e doçura da noite, Atravessam as horas entradas em anos, Mas não se encontram, Alcançam a eternidade, E se imortalizam, Pouco teremos nos arrependido, Do mundo de erros que cometemos, Uma vez que o tempo passou e jamais nos perdoamos, Jamais nos doamos.

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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

SOBREVIDA


Texto de autoria de Alceu Natali com direito autoral protegido pela Lei 9610/98. LEIA O TEXTO AO SOM DA MÚSICA DO VÍDEO POSTADO NO FIM. Sem ela, a vida seria um erro (Friedrich Nietzsche)

Meu mar, Hoje não pude te abraçar, As ilhas que tem fecham, Mesmo felizes como eu estava, Não furtaram às vistas suas preocupações, Em que mundo, Em qu´encosta tu t´escondes, Em quais águas tu t´embuças? O sol estava a pino, O céu puríssimo, E eles, Também, Mesmo plácidos como sua margem sem ondas, Inquietavam-se como duas crianças que correm e se cansam, Em Qu´espaço, Em qu´estrela tu t´esquentas, Em Qual firmamento tu t´enfias? De súbito, Me vi mergulhado nas trevas, Como sôfrega raiz, A procurar ali uma boa seiva, Onde o som do silêncio, É como sua profundeza, O ventre de sua mãe, Onde a luz da escuridão, É como nosso universo antes de nascer, Depois de morrer, Debrucei-me sobre este abismo do inexplicável, Demorei-me a divagar sem rumo, Perdido neste umbral intrincado, Como pude me transgredir? Mas como ainda existe gente boa nesta terra, Acordei, Como o homem desperta a cada alvorada e sai, Para o acaso da providência, Meu mar, Uma vez já te disse que jamais contaminei suas suaves ondulações salinas que me dão paz interior e que nunca sairão do lugar, E quero sempre para ti voltar, Mas se nossos pais pudessem te levar antes de mim, Eu não morreria tão feliz.

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